segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

História de Santa Terezinha

HISTÓRICO DE SANTA TEREZINHA DE GOIÁS

{Por: Célia Pimentel Lopes}

A Lei que criou o Distrito de Santa Terezinha de Goiás foi a Lei Municipal nº 19 de 22 de julho de 1963, aprovada pela Câmara Municipal de Pilar de Goiás - GO. Na época foi nomeado como SUBPREFEITO o senhor GERALDO BATISTA FERREIRA. e a Lei Estadual que Emancipou o Município foi a de n.º 4.705 de 23 de outubro de 1963, sendo que a posse foi no dia 1º de janeiro de 1964.

No período de 1º de janeiro de 1964 a 31 de janeiro de 1966 o município foi governado pelo seguintes Prefeito nomeados: POMPÍLIO FRANCISCO DE LIMA, MESSIAS LOPES SOBRINHO e NIVAL PEREIRA MACHADO.

Em 1953 a família BATISTA FERREIRA saiu de Anápolis com o fim de conhecer as terras compradas dos legítimos herdeiros. Da cidade de Itapaci em diante foi preciso abrir estradas, onde só havia trilhas de animais. Verdadeiros bandeirantes venceram diversos obstáculos até alcançar o objetivo. Fizeram pontes de buritis, abriram estrada com foice, machado, enxadas, ferramentas rudimentares, cozinharam em trempes, dormiram sob a luz das estrelas. Aqui chegando a primeira coisa que fizeram foi erguer uma cruz tosca, e rezaram um terço. Essa cruz foi arrancada da praça da Igreja quando da construção do 1º jardim da praça José Batista Ferreira. A cidade desde o início recebeu este nome de devido a devoção do fundador e por causa da fazenda ter este nome. Depois disto as mulheres fizeram os adobes e os homens ergueram uma igrejinha. Mas a primeira missa foi no dia 28 de julho de 1954, celebrada pelo Padre Luiz Olabamieta, à sombra de um pequizeiro.

Já existiam moradores aqui como Os Xavier Navarro, Xavier Ferreira, Cabral, Navarro de Abreu, Os Pissarra e outros, vieram de outros municípios a família Batista Ferreira como foi dito, a família Teixeira Mendes, família do senhor Filinto Cavalcante, do Ferreirinha, do Messias Lopes, Nagib Miguel Salomão, João Bosco dos Santos (João Cuiabano), João Sebastião Soares (João Bem) José Antônio Martins, João Siana e tantos outros. Todos entraram na política, destacando-se mais Geraldo Batista Ferreira, José Antônio Martins, etc.

Quando Geraldo Batista Ferreira foi subprefeito, era Prefeito de Pilar de Goiás o Senhor Joviano do Carmo Cabral Primo e já se cogitava que Santa Terezinha de Goiás seria distrito de Pilar, por isso, tornava-se necessário ter alguém aqui que governasse a cidade:

a) Geraldo Batista Ferreira foi subprefeito (nomeado pelo governo do Estado de Goiás)04/04/63.

Durante o tempo que Santa Terezinha de Goiás pertenceu a Pilar (Município e Distrito), chamava-se Santa Terezinha de Pilar de Goiás e teve vários representantes na Câmara Municipal, tais como: João Bosco dos Santos, José Batista Ferreira, Geraldo Batista Ferreira, José Antônio Martins, Luiz Pereira de Godoy, Alexandre Pereira de Godoy.

PREFEITOS NOMEADOS

b) Pompílio Francisco de Lima (nomeado)/1964

c) Messias Lopes Sobrinho (nomeado)/1965

d) Nival Pereira Machado (nomeado)/1966

SUPERFÍCIE:

1.187.7 km2. (Com Campos Verdes era 1.386 km2)

LOCALIZAÇÃO:

O Município pertence a MICRO-REGIÃO ALTO-TOCANTINS (350), Região Norte de Goiás, à margem direita do rio Crixás-Açu. Próxima à Br 153

LIMITES:

Ao Norte: Mara Rosa e Campos Verdes

Ao Sul e Leste: Pilar de Goiás

Ao Oeste: Crixás

POPULAÇÃO URBANA = 8.871

POPULAÇÃO RURAL = 3.144

TOTAL = 12.015

No início havia umas 30 pessoas mais ou menos. Graças à persistência dos fundadores que doaram lotes, trouxeram famílias é que a cidade foi povoada. No auge do Garimpo de Esmeraldas a população chegou a ser de 20.000 habitantes. Atualmente existe uma média de 12.000 pessoas.

A Igreja Católica muito colaborou com o desenvolvimento do município. Além da catequese, foram ensinadas boas maneiras; as pessoas dos municípios vizinhos vinham para assistir missas; o folclore foi bastante divulgado através de catiras, folias de Reis, cavalhadas, etc. Davam-se aulas até na Igreja. Os padres e as freiras ajudavam a controlar os ânimos dos políticos...

No início a pobreza era enorme. Não havia divisas de propriedades, não se fechava o gado, tirava-se o leite a medida da necessidade, não se plantava. Toda mercadoria era buscada longe. Levava-se dias de viagem a cavalo, principalmente para a cidade de Itapaci. Depois começou-se a plantação de arroz, Feijão, milho... Tirava-se a Goiavira para vender, veio a Cianita, depois o garimpo de esmeraldas. Os primeiros moradores tomavam chá e café feitos com garapa de cana, faziam vassouras com ramos, aliás só havia uma vendinha onde se encontrava rapadura, coalhada e sardinha, assim mesmo, de vez em quando. O maior desenvolvimento veio com o Garimpo de esmeraldas .

Fontes geradoras de emprego: a) Prefeitura Municipal emprega uma média de 404 servidores, além de contratar pessoas para serviços temporários. O Governo Estadual. O Governo Federal paga alguns funcionários. Existem pequenas empresas, como confecções, e finalmente o comércio dá a sua dose de ajuda empregando uma centena de pessoas.

Rios = Crixás Açu, Rio dos Bois, Rio do Peixe, córrego Bacalhau, Caiçara, Monjolo e outros

Serras = A mais alta : Estiva, Corcunda ou Canta-Galo e Santa Cruz

Lagos = Somente Temporário

Ilha = conhecida por Geraldo Vieira

Pontos Turísticos = Praias do Rio Crixás, Pedra Escrita (Não se sabe por quem) e Pedra Preta.

Povoados : Cedrolina, Luzelândia, Martinópolis, Tuchelândia, Boa Vista, Petengo etc.

Assim está a vida dos terezinhenses no plano: Social = O Povo está bastante desenvolvido, existem programas para facilitar a vida de cada um, como bancos; escolas particulares, estaduais, municipais etc. cesta básica dos governos Estadual e Federal, energia elétrica, água tratada, bolsa escola, diversas outras instituições...

Econômico = Como no país inteiro o município passa por crise financeira, amenizada pelo trabalho do governo. O dinheiro que corre no município é principalmente dos funcionários públicos. Há falta de emprego e os nossos jovens não têm como sair para trabalhar fora devido falta de acomodações em outras cidades..

HISTÓRICO DO BRASÃO DE SANTA TEREZINHA DE GOIÁS

O BRASÃO retratado na Bandeira do Município de Santa Terezinha de Goiás, Estado de Goiás, tem a seguinte explicação :

23/10/63 = Data da emancipação do Município

A CRUZ = Representa a religiosidade

O ARROZ E MILHO = Na época em que foi elaborado o BRASÃO o Município produzia arroz e milho para exportação para outros Municípios.

LIBERDADE E UNIÃO - Significa o desejo maior de um povo humilde, hospitaleiro e esperançoso de dias melhores.

VERDE = Representa as matas, a agricultura e já profetizando que Santa Terezinha de Goiás seria a Capital das esmeraldas.

MARRON = Representa a Terra produtiva de minerais e vegetais

AZUL = Representa o azul do Céu e o piscoso Rio Crixás-Açu.

Minerais de Santa Terezinha de Goiás

Seu subsolo abriga vastas riquezas minerais, das quais destacamos a CIANITA, utilizada na fabricação de explosivos, jazidas localizadas na Fazenda Rio do Peixe, com uma produção média anual de 11.000 toneladas, e a preciosa ESMERALDA.

O Garimpo das Esmeraldas de Santa Terezinha de Goiás, está localizado a 22 km da sede municipal, nas proximidades da Fazenda São João, de propriedade do senhor PAULO JAPONÊS, que adquiriu de Sebastião Gambira. A origem dos campos esmeraldíferos de Santa Terezinha de Goiás, está rodeadas de lendas e exageros, assim como a história de todos os grandes garimpos. Mas os fatos principais da descoberta ocorreram devido ao patrolamento da estrada da região da fazenda onde se localiza o atual garimpo. Em meados de abril de 1981, logo após a retirada da máquina, uma forte chuva lavava o cascalho. Nesta ocasião estava no município o ex-garimpeiro Antônio Gusmão, grande perito em esmeraldas, cujo reflexo profissional levou a examinar o cascalho removido pela patrol, quando encontrou surpreso o que procurava: uma porção de pedras verdes. Segundo o comentário, Gusmão guardou por muito tempo o segredo que foi descoberto, mas, antes de sua partida com a fortuna, revelou ao Prefeito Senhor Raimundo Fernandes da Silva o local e o valor do tesouro encontrado em seu município. A notícia da descoberta explodiu pelo Brasil afora, registrando-se de imediato a chegada de garimpeiros, na maioria de origem baiana, perfeitos entendedores do ramo. Envolveram-se também novas atividades os habitantes locais (homens, mulheres e crianças) e até garimpeiros de pouco ou nenhum conhecimento da pedra verde, obcecados pela sede da fortuna, todavia, esse alvoroço durou apenas enquanto a gema se encontrava à flor da terra, necessidade de cavar poços e a experiência de aprofundá-los cada vez mais fizeram com que o lugar fosse cedido ao verdadeiro garimpeiro que possuíam equipamentos mais adequados. O «garimpo de esmeraldas» de onde se extrai pedras da melhor qualidade, motivo pelo qual os garimpeiros estão deixando a Bahia por Goiás. As esmeraldas estão encaixadas nas rocha bastante mole, o talco xisto, o feldispático, cuja coloração varia entre verde gema e ferrugem. A garimpagem é feita em processo rudimentar, por máquinas criadas pelos próprios garimpeiros, que utilizam também picaretas, peneiras, enxadões, etc. Mesmo com todas as dificuldades, atinge-se a média de 400 kg mensais, segundo a previsão de técnicos, até o fim do ano (1982) a produção deverá alcançar cerca de 4 toneladas de gema. A escavação é penosa, as catas (poços) variam entre 50 à 200 metros de profundidade, e túneis que alcançam até 500 metros de cumprimento, emadeiram-se as paredes das catas para evitar desabamento, o que é fatal. As catas são iluminadas com lâmpadas elétricas, lampiões, lamparinas e velas para possibilitar o trabalho de garimpagem. Além das catas, há os túneis, construídos pelos braços dos garimpeiros, chegando a medir até 500 metros em cujo final localiza a cata que varia em profundidade. O cascalho é retirado dos fundos das catas, com auxílio de uma caçamba puxada por um guincho manual e transportada, depois, para as máquinas rudimentares e atualmente também sofisticadas, onde sofrem a lavagem. Nas proximidades dos lavadores estão os ciebeiros (vocábulo de origem baiana) que exploram o cascalho, já escolhido pelo seu proprietário; estes ciebeiros são na maioria crianças. O povoado do garimpo possui aproximadamente 600 casas, na maioria de estrutura rudimentar, feita de madeira, palha e coberta de plástico preto. Agora é que estão surgindo as primeiras casas de alvenaria. Suas ruas são transitadas por compradores e uma infinidade de carros. O comércio é bastante movimentado e os produtos de primeiras necessidades têm os preços bastante elevados, em ocorrência do alto costume do garimpo. O Garimpo de Esmeraldas de Santa Terezinha de Goiás já fez milionários, como: Francisco Brito (baiano), Domingos de tal e inúmeros outros garimpeiros. Mas, por enquanto as pedras verdes exigem suor e trabalho para se transformar em riqueza real para o Estado, ora reconhecido além das fronteiras através de intensas divulgações pelos jornais, visitas de autoridades dos ministérios e pesquisadores de todo o território brasileiro.

AGRICULTURA: Apesar de não constituir a principal fonte de receita do município, a produção agrícola vem se desenvolvendo com destaque para o arroz e o milho que juntos ultrapassam 80% de volume total obtido em 1981. Os demais produtos, embora com menor expressividade, também comercializado contribuindo assim para a economia local.

Pesquisado e elaborado por CÉLIA PIMENTEL LOPES Fonte: Livros de Leis e de Atas da Câmara Municipal de Santa Terezinha de Goiás.

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